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16/08/13 11:15

INDÚSTRIA TÊXTIL

Fábrica de Tecidos Carlos Renaux encerra as atividades

Fábrica de Tecidos Carlos Renaux encerra as atividadesA falência, decretada em 15 de julho, a partir do pedido da juíza Ana Vera Sganzerla Truccolo, da Vara Comercial da Comarca de Brusque, encerrou a agonia de uma das mais antigas industrias têxteis de Santa Catarina, a Carlos Renaux. Fundada em 1892, a empresa estava em processo de recuperação judicial desde 2011. Sem capital de giro, matéria prima, devendo mais de dois meses de salários, a fábrica encerrou as atividades praticamente no escuro, já que também enfrentava constantes cortes no fornecimento de energia. Com a decisão, todos os funcionários que ainda restavam na empresa foram dispensados. O próximo passo agora é a venda da massa falida, ou, na hipótese de continuar ativa, outra opção é o arrendamento da  fábrica por terceiros.

Além da Tecidos Carlos Renaux, outras empresas tradicionais do polo têxtil de Santa Catarina também enfrentam crises. A Teka, uma das mais populares fabricantes de roupas de cama, mesa e banho do país, que entrou com pedido de recuperação judicial em novembro de 2012, está lutando para se recuperar de uma crise financeira que se agravou a partir de 2010, com o desequilíbrio no preço internacional do algodão e a queda nas exportações, resultante do colapso econômico na Europa. A Teka, assim como outros fabricantes de têxteis-lar catarinenses, chegava a exportar até 40% de sua produção, hoje esse número não passa de 3%. Além disso, as empresas brasileiras do setor de cama, mesa e banho viram crescer também no mercado interno a forte concorrência com produtos asiáticos, com preços bem mais baixos.

Em maio deste ano, foi anunciado que a Teka colocara à venda o prédio onde está instalada a fábrica e a sede administrativa, no Distrito Industrial de Blumenau, para saldar dívidas com bancos e fornecedores. A companhia, entretanto, informou por meio de nota à imprensa, que continua mantendo suas operações e que está empenhada em solucionar seus débitos. A fabricante de tolhas Büettner, outra empresa centenária de Santa Catarina, fundada em 1898 e a tecelagem Schlösser, inaugurada em 1911 - também enfrentam grave crise e estão em recuperação judicial há dois anos.

De acordo com o Relatório Setorial Santa Catarina Têxtil 2013, elaborado pelo IEMI – Instituto de Estudos e Marketing Industrial (com sede em São Paulo), o número de indústriais com atividades têxteis e confeccionistas, em Santa Catarina, no ano de 2012, era de 8.702, sendo que 3.927 possuíam entre um e quatro empregados apenas. Ainda de acordo com o estudo, entre 2008 (ano em que eclodiu a crise nos Estados Unidos que depois se espalhou pelo mundo) e 2012, houve aumento no Brasil de 15,7% do número de empresas no segmento confeccionista (considerando o mínimo de cinco empregados) e de 5,2% nos segmentos de fiação, tecelagem, malharia e beneficiamento.

No estado de Santa Catarina – revela o IEMI – estão localizadas 14,3% das empresas da cadeia têxtil brasileira, ou seja: “4.724 empresas, sendo 746 produtores ou beneficiadores de manufaturas têxteis e 3.978 fabricantes de artigos confeccionados”. Ainda segundo o relatório, a maior participação de Santa Catarina, em quantidade de empresas, se verifica no setor de malharia com 31,7% do total nacional.  

Fonte | Assinatura: REDAÇÃO / FOTOS: REPRODUÇÃO

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